Nem tu, oh morte,
A assombrar minhas noites,
Quero estar só de tudo e de todos
Até mesmo sua companhia
É demais para meu coração amargurado,
Deixe-me com as luzes apagadas,
Não quero por hoje ver o brilho do sol,
Seu calor insuportável a queimar os meus ossos,
Faz-me lembrar de tempos que se perderam,
De amores que apenas existiram em minha mente doentia.
Quero estar só até mesmo de mim,
Se eu pudesse sair correndo,
Trancar a porta pelo lado de fora,
Jogar a chave no vazio para não mais encontra-la,
Nem mesmo tu, oh morte,
Concedo-te a graça de entrar,
Ri-se de minha aflição,
Zombas de minha solidão,
Jogue as cartas na mesa,
Se eu ganhar, se vá para sempre,
Deixe-me só.
Michelle Mapelli
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