ATÉ QUANDO?


Até quando?
Estou exausta, quase não durmo,
Ando trancada em minha ausência,
Na minha presença de vazio que está me matando aos poucos,
Não sei onde vou parar,
Não sei o que escolher,
Que eu não sinta mais essa dor pela sua falta,
Mas que minha presença também não mais te perturbe.
Cansei de viver essa vida casta, de aparências,
Escondendo-me dentro de alguém que nem ao menos fui direito.
Vou deixar sucumbir-me à tristeza,
Morrer afogada em mim,
Na lama formada pelo liquido insalubre que escorrera dos meus olhos,
Minha amargura não tem nome,
Do chão que ela brotou ainda não encontrei raiz.
Transformei-me em um ser caótico,
Com minhas mãos construí os muros do labirinto,
Dos meus sonhos fugiram os Minotauros,
Vorazmente fui consumido pelo desconsolo,
O peito dói pela força que este coração me bate,
Estou cansada e a noites confronto-me com esta penumbra,
Até quando?


MIchelle Mapelli

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